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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ética

Qual a primeira coisa que vem à nossa cabeça quando pensamos na ética? A política? Os políticos? O chefe? Meu melhor amigo? O banco?

Ética, segundo o dicionário Houaiss, significa "disciplina e orientação ao comportamento humano, refletindo a respeito da essência das normas e valores". Segundo o dicionário Michaelis, ética significa "valores morais e ideais da conduta humana".

Mas segundo a Bíblia? É possível separar a conduta ética de todo o ensinamento de Jesus como se ela, a ética, fosse somente uma qualidade? Se a definição encontrada nos dicionários aponta para um conjunto que molda e norteia uma vida, podemos concluir que é um estilo de vida, um comportamento, um todo. Ou seja, é preciso viver em conformidade com o que se fala. Sabe aquele papo de "teoria e prática"? Então, é isso: combinar, fazer valer, fazer ser uma coisa só o discruso e o agir.

Lembra-se de Paulo, o apóstolo? Quando era Saulo, viveu intensamente sua crença. Tinha ética, tinha padrão naquilo que fazia, sua conduta era única e seus valores e normas eram os mesmos, tanto no que professava quanto na maneira como agia. Matava e perseguia cristãos, porque acreditava que aquilo era o correto. Já quando se tornou Paulo, deu show. Seus valores morais e seus ideais de conduta foram transformados completamente, mas Paulo continuou sendo um exemplo de homem que agia em conformidade com o que falava.

Paulo foi um homem ético. Ele era um exemplo de valores morais e ideais de conduta. Talvez a grande diferença seja que esse conjunto que Paulo tinha era total e plenamente centrado e coltado ao senhorio de Jesus. Passeie pelas cartas de Paulo e se delicie com o exemplo que ele deixou, sendo um incansável incentivador de sermos imitadores de Cristo.

Persevere em seu caminhar com o Senhor, examine-se a cada dia, seja o mesmo no agir e no falar. Certamente o resultado disso será um transbordar do amor de Deus que o levará a lembrar-se de seus irmãos da Igreja Perseguida. Se o seu caminhar for pelas estradas pavimentadas da ética você também será exemplo, quer na mocidade, quer na velhice. E quando estiver finalmente repousando no sono eterno será lembrado pela constância do seu caminhar.

Extraído do Fanzine do Underground de Agosto de 2010.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Purificando o Coração da Idolatria Sexual

O primeiro passo para purificar o coração da idolatria sexual é a Hermenêutica do Coração, que é a interpretação por parte do conselheiro cristão dos pensamentos e motivações do aconselhado. Esse passo não é simples, tendo em vista que o coração não é algo estático e suas motivações estão em constante mudança.

Sabendo que a morte é o momento em que o cristão fica livre das impurezas do pecado, “não devemos temer a morte, pois ela marca a libertação do corpo do pecado com todas as suas fraquezas da cobiça”. Porém, isso não significa que o cristão que está sendo tentado ou buscando vencer uma prática de pecado deva procurar a morte para “resolver” seu problema, mas sim que deverá com mais empenho viver dentro dos padrões perfeitos de Deus. Está relacionado a uma mudança de hábitos, que levará a mudança do pensamento.

“O coração é capaz de ter desejos múltiplos operando simultaneamente em cooperação para conceber e alimentar impulsos pecaminosos.” Porém, o autor entende que o desejo só passa a ser pecaminoso e idólatra, quando se torna a motivação principal do viver. Ou seja, de alguma maneira é possível controlar esses desejos, mesmo sabendo que o coração cobiçoso fabrica, continuamente, desejos idólatras e que o coração é seriamente depravado. Isso deve nos levar para a dependência de Deus na solução dos problemas e no controle dos desejos pecaminosos.

O orgulho cultiva um sentimento de auto-merecimento, que procede de um medo ou descontentamento, que leva à pratica do pecado, principalmente de cunho sexual. O sentimento de auto-comiseração contrasta com o auto-merecimento numa tentativa pecaminosa de justificação do pecado.

Para sair dessa espiral, é preciso entender que o evangelho é uma mensagem ativa de mudança para o crente e, não somente, uma mensagem de salvação ao perdido. Reconhecer sua própria incapacidade de agradar a Deus é um passo inicial no processo de mudança e saída dessa espiral de engano. Morrer fisicamente não é a solução proposta por Deus, mas morrer para si mesmo trás a santificação.


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Texto escrito baseado no livro Purificando o Coração da Idolatria Sexual - Cap. 4