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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ética

Qual a primeira coisa que vem à nossa cabeça quando pensamos na ética? A política? Os políticos? O chefe? Meu melhor amigo? O banco?

Ética, segundo o dicionário Houaiss, significa "disciplina e orientação ao comportamento humano, refletindo a respeito da essência das normas e valores". Segundo o dicionário Michaelis, ética significa "valores morais e ideais da conduta humana".

Mas segundo a Bíblia? É possível separar a conduta ética de todo o ensinamento de Jesus como se ela, a ética, fosse somente uma qualidade? Se a definição encontrada nos dicionários aponta para um conjunto que molda e norteia uma vida, podemos concluir que é um estilo de vida, um comportamento, um todo. Ou seja, é preciso viver em conformidade com o que se fala. Sabe aquele papo de "teoria e prática"? Então, é isso: combinar, fazer valer, fazer ser uma coisa só o discruso e o agir.

Lembra-se de Paulo, o apóstolo? Quando era Saulo, viveu intensamente sua crença. Tinha ética, tinha padrão naquilo que fazia, sua conduta era única e seus valores e normas eram os mesmos, tanto no que professava quanto na maneira como agia. Matava e perseguia cristãos, porque acreditava que aquilo era o correto. Já quando se tornou Paulo, deu show. Seus valores morais e seus ideais de conduta foram transformados completamente, mas Paulo continuou sendo um exemplo de homem que agia em conformidade com o que falava.

Paulo foi um homem ético. Ele era um exemplo de valores morais e ideais de conduta. Talvez a grande diferença seja que esse conjunto que Paulo tinha era total e plenamente centrado e coltado ao senhorio de Jesus. Passeie pelas cartas de Paulo e se delicie com o exemplo que ele deixou, sendo um incansável incentivador de sermos imitadores de Cristo.

Persevere em seu caminhar com o Senhor, examine-se a cada dia, seja o mesmo no agir e no falar. Certamente o resultado disso será um transbordar do amor de Deus que o levará a lembrar-se de seus irmãos da Igreja Perseguida. Se o seu caminhar for pelas estradas pavimentadas da ética você também será exemplo, quer na mocidade, quer na velhice. E quando estiver finalmente repousando no sono eterno será lembrado pela constância do seu caminhar.

Extraído do Fanzine do Underground de Agosto de 2010.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Purificando o Coração da Idolatria Sexual

O primeiro passo para purificar o coração da idolatria sexual é a Hermenêutica do Coração, que é a interpretação por parte do conselheiro cristão dos pensamentos e motivações do aconselhado. Esse passo não é simples, tendo em vista que o coração não é algo estático e suas motivações estão em constante mudança.

Sabendo que a morte é o momento em que o cristão fica livre das impurezas do pecado, “não devemos temer a morte, pois ela marca a libertação do corpo do pecado com todas as suas fraquezas da cobiça”. Porém, isso não significa que o cristão que está sendo tentado ou buscando vencer uma prática de pecado deva procurar a morte para “resolver” seu problema, mas sim que deverá com mais empenho viver dentro dos padrões perfeitos de Deus. Está relacionado a uma mudança de hábitos, que levará a mudança do pensamento.

“O coração é capaz de ter desejos múltiplos operando simultaneamente em cooperação para conceber e alimentar impulsos pecaminosos.” Porém, o autor entende que o desejo só passa a ser pecaminoso e idólatra, quando se torna a motivação principal do viver. Ou seja, de alguma maneira é possível controlar esses desejos, mesmo sabendo que o coração cobiçoso fabrica, continuamente, desejos idólatras e que o coração é seriamente depravado. Isso deve nos levar para a dependência de Deus na solução dos problemas e no controle dos desejos pecaminosos.

O orgulho cultiva um sentimento de auto-merecimento, que procede de um medo ou descontentamento, que leva à pratica do pecado, principalmente de cunho sexual. O sentimento de auto-comiseração contrasta com o auto-merecimento numa tentativa pecaminosa de justificação do pecado.

Para sair dessa espiral, é preciso entender que o evangelho é uma mensagem ativa de mudança para o crente e, não somente, uma mensagem de salvação ao perdido. Reconhecer sua própria incapacidade de agradar a Deus é um passo inicial no processo de mudança e saída dessa espiral de engano. Morrer fisicamente não é a solução proposta por Deus, mas morrer para si mesmo trás a santificação.


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Texto escrito baseado no livro Purificando o Coração da Idolatria Sexual - Cap. 4

sábado, 7 de agosto de 2010

Bem Supremo

Sabe quando você quer dizer algo e não sabe muito bem como, mas de repente você se depara com alguém que já disse isso, através de um poema, um salmo, uma música...

Tenho vivido uma fase na minha vida e queria escrever algo sobre isso, quando conheci essa música do Pr. Adhemar de Campos:

Antes eu te conhecia de ouvir falar,
Mas agora de contigo andar
Eu sei o Deus que tenho
Meu Rei, Senhor e Pai
Te quero em minha vida
Mais e mais

Antes eu te conhecia de ouvir falar
Mas agora de contigo andar
Tu és meu bem supremo,
Meu Rei, Senhor e Pai,
Me alegro em tua vontade
Mais e mais

Tu sondas
E conheces meu coração Senhor
Sabes, sou limitado
Mas conto com teu amor

Sendo pois teu filho
Venho te dar louvor
Que bom é tua vida
Em minha vida

Tu sondas
E conheces meu coração Senhor
Sabes, de Ti dependo
E conto com teu amor

Sendo pois teu filho
Venho te dar louvor
Que bom é tua vida
Em minha vida

Que glória é tua vida
Em minha vida
Me alegro com tua vida
Em minha vida

Abaixo segue link para um vídeo dessa música:

http://www.youtube.com/watch?v=NTu_Ey4P7hg

Saudações,

sábado, 17 de julho de 2010

Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego, e agora vejo...

“Respondeu ele: Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego, e agora vejo” – João 9.25

A conversa era tensa. E piorou quando o sinédrio disse: “Dá glória a Deus”, iniciando o diálogo com ex-cego de nascença. Esta frase iniciava o processo por heresia. Normalmente degenerava em condenação. A resposta do inquirido foi desconcertante. Desconhece teologia, mas tem certeza de uma coisa: era cego e agora via. Contra os discursos, exibiu a sua experiência. Mais à frente, o ex-cego fulminou a falação dos teólogos: “Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer” (vv. 32-33).

Muitas experiências não provam nada. “Eu senti no meu coração” ou “Deus me falou” são argumentos que pretendem ser a prova de si mesmos. O raciocínio é falho. Além disto, a subjetividade não pode julgar a objetividade. O que é, é. Isto independe do que a pessoa sinta. Sentimentos não provam fatos. Mas o personagem anônimo de João 9 mostrou a transformação em sua vida. Não exibiu sensações, mas um fato que não podia ser negado. Mais tarde, o sinédrio enfrentou a mesma situação, com a cura do coxo à porta do templo: “Que havemos de fazer a estes homens? porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar” (At 4.16).

Em programas de televisão vejo pessoas alegando curas de dor. Nas costas, na coluna, no braço. E o milagre é dado. Mas dor é um conceito subjetivo. Lembro-me de Cassius Clay, boxeador, lutando com a mandíbula fraturada. Eu, quando sinto dor, logo me recolho junto à minha esposa. O “tadinho!” dela e seu carinho compensam tudo. Longe de mim querer continuar fazendo alguma coisa com mandíbula fraturada. Mas nunca vi alguém realmente paralítico, atestado por médicos, ou cego, atestado por oftalmologista, ser curado. Por que não se exibem atestados médicos declarando a enfermidade da pessoa supostamente curada?

Mas o importante, na realidade, é isto: o testemunho baseado em experiência de transformação de vida é irrefutável. Muita gente pensa que não pode evangelizar porque não estudou em seminário (tenho dúvidas se seminário forma evangelistas) ou por não ter cultura acadêmica. O que alguém precisa para evangelizar é mostrar que Jesus mudou sua vida. Ouvi isto de um homem que testemunhava junto a outro: “Eu era um beberrão, espancava minha esposa e meus filhos se urinavam de medo quando eu chegava em casa. Jesus me transformou. Amo minha esposa, meus filhos têm prazer em minha companhia. Jesus mudou minha vida!”. O colega ouviu impressionado. Ele conhecia a vida anterior de quem lhe falava.

Gente transformada tem o que dizer. Gente transformada nunca consegue ficar sem dizer. Como disse Bernanos: “Os convertidos são incômodos”. Precisamos de crentes que tenham experimentado uma profunda transformação de vida, e não apenas aderido a um programa ou a instituição. De gente que foi regenerada pelo poder do evangelho. Essas pessoas têm um testemunho irrefutável.

Você tem o que dizer? Jesus deu significado à sua vida? Então diga! Mas se Jesus nada fez em sua vida e você ainda continua cego ou coxo à porta do templo, clame a Deus. Não por riquezas e bênçãos, mas por transformação. O evangelho transforma, enche a vida de significado, dá razão para viver. E leva a um testemunho poderoso.

Jesus faz a diferença. Uma vida transformada por ele chamará a atenção. E dará um testemunho irrefutável. Que o Espírito de Deus nos habilite a todos, para podermos dizer: “Eu era…, mas o homem chamado Jesus…”.

(Texto do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho de Maio/2010)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Que Delícia é Crer em Cristo

O mundo tem nos oferecido muitas coisas “prazerosas” das quais podemos desfrutar no nosso dia-a-dia. Porém, estas coisas têm tempo e prazer limitados. Não poderemos levar ou receber nada por estes pequenos prazeres quando entrarmos na vida eterna.

A Bíblia, porém, nos diz que o crente tem muito do que desfrutar. Deus tem nos dado coisas que podemos nos deliciar no nosso viver e que podemos usar na Sua obra para sermos pessoas abençoadoras.

A palavra delícia tem por definição ser: 1- Sensação agradável ou deleitosa. 2- Prazer intenso. 3- Encanto, gozo, prazer.

Quais são as coisas maravilhosas que podemos desfrutar por sermos Crentes em Cristo?

DONS Efésios 4:11,12

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”

• Somos capacitados pelo Senhor para trabalharmos para ELE.
• Estes dons devem ser ministrados para os outros e não para nós mesmos

Que Delícia é saber que posso ser útil para Deus

ESPERANÇA Efésios 2:12,13,19

“Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.” “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;”

• Nós éramos pessoas que não tínhamos Deus
• Sabemos que tudo o que Ele nos prometeu vai cumprir (céu)

Que Delícia é saber que eu tenho esperança tanto agora quanto no futuro

LIBERDADE DO PECADO E DA MORTE ETERNA

Gálatas 5:1
“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.”

João 5:24
“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”

2 Coríntios 3:17
“Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”

• Cristo pagou TUDO por nós e estamos completamente livres para servi-LO em gratidão
• Nem o pecado e nem a morte tem poder sobre mim quando dependo de Cristo

Que Delícia é saber que estou livre

IMAGEM DE CRISTO 2 Coríntios 3:18

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”

•Deus tirou de nós o véu e agora podemos contemplá-LO
•No meu viver, eu pecador posso refletir a luz de Cristo

Que Delícia é saber que através de mim as pessoas podem ver a Cristo

CONSELHOS

Isaías 9:6
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

João 14:16, 26
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”

• Em todos os momentos eu posso contar com os conselhos de Deus
• E não somente recebi aquele que me dará os conselhos, mas também aquele que me consola nos momentos difíceis

Que Delícia é saber que eu posso contar com os conselhos de Deus para o meu dia a dia

INTIMIDADE COM DEUS

Hebreus 4:15,16
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

• No meu dia a dia eu posso falar com Deus e contar a Ele os meus problemas
• Posso compartilhar com Ele as vitórias que Ele me deu e conhecê-Lo cada vez mais

Que Delícia é saber que eu posso ter intimidade com Deus

AMOR

1 João 3:1-3
“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.”

1 João 4:16
“E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem.Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.”

João 3:16
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

• Muitas igrejas só enfatizam esta parte sobre Deus
• Outras sempre lembram que Ele também é justiça, mas acabam cobrindo o amor

Que Delícia é saber que Deus me ama

É realmente uma delícia crer em Cristo. E como no sorvete que tivemos aqui, só sabe o gosto que tem quem já experimentou. Mas, ao contrário de um sorvete que você come e depois o gosto some, quem provar a delícia que é crer em Cristo NUNCA perderá este prazer!

* Este texto é do meu primo e futuro pastor Daniel Baron de Lima, publicação autorizada *

sábado, 19 de dezembro de 2009

“Seja a mudança que você quer ver no mundo”

Essa frase, já bastante conhecida, é atribuída a Mahatma Gandhi e traz uma interessante filosofia de vida embutida nela. Com base nela eu pergunto: você tem agido da maneira que gostaria que as pessoas agissem com você ou em sociedade?

Pra começar, temos que reconhecer que a idéia incluída nessa sentença não é lá tão original. Paulo, escrevendo aos Romanos diz: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual {seja} a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2). O apóstolo, divinamente inspirado, já nos dá a dica de como devemos viver nossas vidas.

A palavra conformar pode ser entendida com, ao menos, dois significados. O contrário de inconformar, Paulo estaria nos advertido a ficarmos indignados com o mundo e com o padrão de vida do mundo. Porém, acredito que muito mais do que isso, Paulo nos adverte a não tomar a forma, não nos acomodarmos a este padrão.

Se queremos mudanças, não podemos esperar que elas venham dos outros, temos que agir para que elas saiam de nós mesmos. Mas como? Pela renovação do nosso entendimento. Temos que estudar, temos que aprender, temos que ouvir a opinião dos outros, temos que acumular bagagem para entendermos as coisas de maneira diferente. Nossas atitudes estão diretamente ligadas a como entendemos (enxergamos) cada situação.

Porém, essa busca por entendimento não é sem rumo, por último, Paulo nos adverte que fazemos tudo isso para experimentar a perfeita vontade de Deus em nossas vidas. Nossas atitudes, nossas buscas, devem ser sempre voltadas para a direção de Deus. Não quero com isso dizer que todo o seu estudo, todas as suas leituras, todas as suas conversas e reflexões devem ter cunho teológico. Mas afirmo que tudo o que você aprende deve te levar para mais próximo do Criador.

Para ser a mudança que você quer ver no mundo, comece sendo a mudança que você quer ver em você mesmo, estenda para a mudança que você quer ver na sua família, amplie para o seu trabalho, sua cidade e assim sucessivamente.

Não haja como se suas atitudes não tivessem conseqüência, afinal a Bíblia também nos ensina que “tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7b).

Não tome a forma daquilo que você não quer que o mundo seja.

Saudações,

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tempo de Deus

Em alguns momentos, temos a impressão de que Deus está muito distante como se estivesse indiferente ás nossas necessidades, sem pressa alguma em nos atender. Surge, a partir daí, uma tensão, entre a nossa pressa e a aparente demora de Deus. O resultado, não raro, é a sensação de abandono, de agonia e de impotência total.
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Há três reflexões que precisamos fazer nessas ocasiões. A primeira, Deus não tem pressa! O agir de Deus como Senhor do tempo, da vida e da história é na exata medida de sua precisão. Ele é perfeito em tudo que faz. A pressa é própria do homem. Nossas neuroses não combinam com a paciência de Deus, sendo sempre bom lembrar que a nossa pressa não altera a ordem natural das coisas. O fluxo da vida é como o leito de um rio, que corre sozinho, sem pressa que ninguém precise apressá-lo.
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Em segundo lugar, a aparente demora de Deus deve ser entendida por nós como um tempo pedagógico. Enquanto esperamos, Ele nos está ensinando algo. Muitas vezes, é na expectativa da espera que encontramos tempo para um mergulho em nossa interioridade, mudamos nossas percepções, refletimos sobre nossos valores, sentimentos e prioridades. Esperar origina uma forma de aprender. Quando esperamos por Deus, estamos aprendendo com ELE.
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Uma terceira reflexão que deparamos no espaço do tempo entre a procura e a resposta, é que na vida nada melhor que um dia após o outro. O tempo sempre nos traz á luz aquilo que não conseguimos enxergar de imediato, porque a pressa encobre nossa visão. Consequentemente, a paciência produz a experiência, e a experiência nos conduz á esperança. Quem quiser colher frutos no futuro, precisa aprender a plantar esperança e paciência. Logo, por que apressar o rio se ele corre sozinho e naturalmente?
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A cultura do imediato, das respostas prontas, da comida rápida e das demais neuroses que a sociedade moderna nos impõe, acaba roubando de nós a paciência, uma das virtudes mais indispensáveis para quem quer viver uma vida melhor, e colher os frutos de um amanhã salutar.
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A vida desenvolve uma contínua construção, sempre inacabada, que exige repensar valores, vivenciar novos sentimentos, aprender novas lições, conquistar novos espaços e vislumbrar novos horizontes. A vida é pedagogia pura. Ela é um aprendizado forjado nas lições do cotidiano.
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Deixemos pois, que cada dia dê conta de si mesmo, e que despeje suas águas turvas, cheias de mazelas e tensões, sempre ao pôr do sol. Tenhamos sempre em mente que Deus está no controle de tudo inclusive do tempo. Porque, então apressar o rio? Siga o conselho de Jesus, o Mestre da vida:

"NÃO ANDEIS ANSIOSOS PELO AMANHÃ; BASTA CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL".
Deus não tem pressa! Nós é que não sabemos viver.
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*** Texto recebido por email, sem autoria destacada. Caso seja o autor, os créditos serão dados.***

sábado, 14 de novembro de 2009

Faça diferença!

Conforme prometido algumas semanas atrás, quero comentar alguns trechos da letra de uma música que postei e, através dela, nos desafiar a termos algumas atitudes diferentes.

“Que adianta apontar o caminho e seguir outra direção? Quando o mundo tenta nos enxergar, será que vê o que realmente somos?”

O que você vive tem demonstrado o que você é? É atribuída a São Francisco de Assis a autoria da seguinte frase: “evangelize sempre e, se for necessário, use palavras”. Quando as pessoas olham pra você eles conseguem identificar o que você diz acreditar? Tiago nos adverte em 1.22 que se não formos praticantes da palavra, estaremos nos enganando.

“Pra fazer diferença, não basta ser diferente. De que modo eu mudo a história, com discurso ou com ação?”

Muitas vezes, nós cristão achamos que devemos nos afastar de tudo o que não é “sacro”. Nos colocamos em posição de destaque do restante da sociedade, pois estamos “andando com Cristo”. Mas não é bem isso que a Bíblia nos ensina, temos que mostrar diferença, fazendo a diferença. Ao longo da história tivemos cristãos, que agindo segundo os ensinamentos de Cristo, fizeram diferença na história. No século XIX a pressão cristã na Inglaterra iniciou o fim do tráfico de escravos. Assim como esse, poderíamos citar diversos outros exemplos, talvez em menor escala, de como a igreja e o cristão podem ser relevantes e fazer diferença na sociedade, simplesmente agindo conforme princípios cristãos.

“Pra falar do amor, tenho que aprender a repartir o pão. Chorar com os que choram, me alegrar com os que cantam. Ninguém vai me ouvir sem amor.”

Aqui vemos uma clara referência a Romanos 12.15 (Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram), mas não é só isso. Temos, também, uma continuidade do que vimos acima. Para ser relevante, tem que agir, tem que estar junto, tem que servir. Em Mateus 25.31-40 Jesus Cristo trata especificamente desta atitude e nos ensina claramente que ajudar alguém que está com uma necessidade, é servir o próprio Cristo. Se não for acompanhado de atitudes, certamente seu discurso será vão.

Meu desafio para cada um de nós com este texto é que andemos no caminho e chamemos os outros para andar conosco através, principalmente, de nossas atitudes. Que a gente pare de mostrar pra que lado é o caminho certo, enquanto continuamos parados ou andando no caminho oposto. Cada um pode fazer uma pequena diferença, mas muita gente fazendo pequena diferença, se torna uma grande diferença.

Fiquem com Deus!

Saudações,

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Jejum, uma prática a ser resgatada

Antes de conversarmos um pouco sobre a música que postei, queria deixar esses ensinamentos sobre o jejum que recebi por email do meu amigo Marcão Nascimento. Não cito o autor, pois não tinha no email. Se alguém puder contribuir com essa informação, será bacana. Se o autor quiser, retirarei do ar, pois não obtive autorização.

"O jejum é bíblico. Está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, o próprio Jesus, bem como muitos servos de Deus do passado como Agostinho, Lutero, Calvino, John Knox, John Wesley, Dwight Moody e outros mais através da história praticaram o jejum. Ainda hoje, o jejum é uma prática devocional importante que não pode ser esquecida pela igreja.

John Piper definiu jejum como fome de Deus e não apenas pelas bênçãos de Deus. O jejum cristão nasce exatamente da saudade de Deus. O jejum é um teste para conhecermos qual é o desejo que nos controla. Mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. Firmado nessa compreensão Martyn Lloyd-Jones diz que o jejum não pode ser entendido apenas como uma abstinência de alimentos, mas deve também incluir abstinência de qualquer coisa que é legítima em si mesma por amor de algum propósito espiritual.

Na verdade, devemos comer e jejuar para a glória de Deus (1Co 10.31). Quando nós comemos, saboreamos o emblema do nosso alimento celestial, o Pão da Vida. E quando jejuamos, dizemos, “eu amo a realidade acima do emblema”. O alimento é bom, mas Deus é melhor (Mt 4.4). Na verdade quanto mais profundamente andamos com Cristo, mais famintos nós nos tornamos dele, mais saudade temos dele, mais desejamos da plenitude de Deus em nossa vida.

Nós vivemos numa geração cujo deus é o estômago (Fp 3.19). Muitas pessoas deleitam-se apenas nas bênçãos de Deus e não no Deus das bênçãos. Quem jejua tem mais pressa de desfrutar da intimidade com Deus do que alimentar-se. Quem jejua tem mais fome do Pão do Céu do que do pão da terra. Quem jejua tem mais saudade do Pai do que das suas bênçãos. Quem jejua está mais confiado no poder que vem do céu do que nos recursos que procedem da terra.

O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar sua vontade (Is 58.1-12). Também não é para impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 6.16-18). Nem é proclamar a nossa espiritualidade diante dos homens. O jejum deve ser uma demonstração do nosso amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é uma motivação errada. Jejum é fome de Deus e não de aplausos humanos (Lc 18.12). O jejum é para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10-12), para suplicarmos sua ajuda (2Cr 20.3; Et 4.16) e para nos retornarmos para ele de todo o nosso coração (Jl 2.12,13). O jejum para reconhecermos nossa total dependência da proteção divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com o poder divino em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).

Deus tem realizado grandes intervenções na história através da oração e do jejum do seu povo. Quando deu a lei para o seu povo, Moisés dedicou quarenta dias à oração e ao jejum no Monte Sinai. Deus libertou Josafá das mãos dos seus inimigos quando ele e seu povo se humilharam em oração e jejum (2Cr 20.3,4,14,15,20,21).

Deus libertou o seu povo da morte através da oração e jejum da rainha Ester e do povo judeu (Et 4.16). Deus usou Neemias para restaurar Jerusalém quando este orou e jejuou (Ne 1.4). Deus usou Paulo e Barnabé para plantar igrejas no Império Romano quando eles devotaram-se à oração e ao jejum (At 13.1-4). Os grandes reavivamentos na história da igreja foram respostas de oração e jejum. As campanhas evangelísticas com resultados mais promissores são regadas pela oração da igreja e o jejum dos fiéis. Aqueles que mais conhecem a intimidade de Deus e mais se deleitam nele são aqueles que praticam o jejum com certa regularidade.

Hoje temos muitos motivos que deveriam nos levar a jejuar. Precisamos urgentemente da intervenção de Deus em nossa vida, em nossa família, em nossa igreja, em nosso país. Que Deus nos desperte para orar e jejuar!

Que Deus nos leve a uma vida de quebrantamento e santidade! Que Deus sacie a nossa alma nos ricos banquetes da sua graça!"

Saudações,

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Que na Verdade Somos

Não há mais segredos pra esconder
Por que complicar a verdade?
Que adianta apontar o caminho
E seguir outra direção?
Quando o mundo tenta nos enxergar,
Será que vê o que realmente somos?

Pra falar do amor
Tenho que aprender a repartir o pão
Chorar com os que choram
Me alegrar com os que cantam
Senão ninguém vai me ouvir...

Se a verdade é tão simples, onde erramos?
Ou o que deixamos de fazer?
Se não há mais segredos,
Por que complicamos?
Poucos entendem a verdade!
Pra fazer diferença não basta ser diferente
De que modo eu mudo a história?
Com discurso ou com ação?

Pra falar do amor,
tenho que aprender a repartir o pão
Chorar com os que choram
Me alegrar com os que cantam
Ninguém vai me ouvir sem amor...

O que na verdade somos?
O que você vê quando me vê?
Se o mundo ainda é mau
O culpado está diante do espelho!

O que na verdade somos?
O que você vê quando me vê?
Pra que serve a luz que não acende?
Não ilumina a escuridão

Essa música é da banda Fruto Sagrado (http://www.frutosagrado.org/) e queria que vocês que me acompanham pensassem sobre ela antes do meu próximo post. Quero pensar com vocês em algumas coisas abordadas nessa canção.

Segue aqui o link para quem não conhece a música http://www.youtube.com/watch?v=sO-kukd_Wbs

Sei que falhei duas semanas com postagens aqui, mas vou tentar me redimir postando um pouco mais nas próximas semanas.

Fiquem com Deus!